Chega uma época na vida de todo mundo em que começam as questões. A gente começa a fazer perguntas e a procurar respostas para elas. Entretanto, as perguntas vêm fáceis, em enxurrada, dilacerando e destruindo o que tem pela frente. As respostas chegam arrastadas, com dificuldade. Fica difícil, muito difícil, mas tenho tentado viver assim. Não tenho uma religião propriamente dita. "Tenho um lado espiritual, independente de religiões", como diz o orkut. Rezo quando preciso, eu confesso. Mas nem sei exatamente para quê ou para quem. Ultimamente tenho lido muito sobre o islamismo. Não que eu vá me tornar muçulmana, nada disso. Não tenho força de vontade necessária para não questionar a fé e viver nela as 24 horas por dia. Mas admiro muito a fé muçulmana. Tenho devorado livros que misturam um pouco a questão da mulher dentro da religião. Eu sempre gostei do tema, mas antes, quando ainda não era moda, havia pouquíssimos livros. Agora chovem livros sobre muçulmanos na livraria. Estou lendo "O rosto atrás do véu", um livro sobre as mulheres muçulmanas que vivem nos EUA. Interessante, mas com um ar "como é legal viver nos EUA" que me irrita profundamente.
É interessante saber que várias americanas estão se convertendo ao islamismo. Aliás, eles nem dizem converter. A expressão correta, neste caso, é reverter, porque os muçulmanos acreditam que todos nascemos no islamismo, só que somos levados a outras religiões. Em uma década, o número de muçulmanos nos EUA dobrou e é uma das religiões que mais crescem no país. Mas não é só de gente que resolve virar muçulmana não. Os conflitos em países islâmicos são importantes. De acordo com o livro, mais de 229 mil refugiados muçulmanos de 77 países chegaram nos EUA entre 1990 e 30 de setembro de 2004. Os países que mais "exportam" refugiados são: Sudão, Bósnia, Irã, Iraque, Afeganistão e Uzbequistão.